13/07/2014

BC: Dia do Rock: Could I? Should I?

É impossível dizer ao certo quando os ouvi pela primeira vez, mas lembro quando foi a primeira vez que eu os notei. Não foi amor à primeira vista (ouvida?), mas foi um bom primeiro encontro.

Foi em 2003. Eu tinha 12 anos. Não posso dizer que eu era uma adolescente, mas eu estava quase lá. Na escola, falávamos muita besteira sobre coisas de adulto das quais nada sabíamos. Em casa, eu brincava de Barbie escondida. Minhas colegas já tinham peitos e bunda e uma banda de rock favorita. Eu não. Eu me sentia um peixe fora d'água.

Mas, não importa a fase da minha vida, uma coisa é certa: eu sempre assisti/assisto novela com meu pai. É uma das minhas felicidades clandestinas confessas mais queridas. Naquela época, assistíamos àquela que é, sem sombra de dúvidas, uma das minhas favoritas: Mulheres Apaixonadas. Que novela fantástica! Quantos personagens maravilhosos! E que trilha sonora!

Então, foi ali, naquele contexto nada rock'n'roll que eu os ouvi pela primeira vez. Should I? Could I?... e Erik Marmo (qual era o nome do personagem mesmo?) aparecia todo cacheadinho e bom moço, geralmente montado em sua moto porque quando protagonizava cenas (chatinhas) de amor com Edwiges (a personagem da Carolina Dieckmann, não a coruja do Harry Potter), tocava Tribalistas. Curiosamente, minha música favorita da trilha da novela era justamente o tema de um dos personagens que eu menos gostava. Mas não importava. Eu não sabia, mas tinha acabado de conhecer o que seria a minha banda de rock favorita.

Demorei algum tempo para conhecer outras músicas do Bon Jovi. Ouvi exaustivamente Misunderstood até decidir procurar por outras canções deles. Gi, que conheci na blogosfera, teve um papel fundamental. Conversávamos pelo MSN e, como ela já era fã da banda, foi me apresentando suas músicas favoritas e me contando mais sobre os integrantes. Nunca vou esquecer nossas longas conversas sobre como seríamos groupies quando crescêssemos, como faríamos Jon e Richie se apaixonarem perdidamente por nós, escreverem canções com nossos nomes e, claro, se casarem com a gente.

Jon, Richie, Tico, David - e, por que não, Alec e Hugh - foram parte muito importante da minha adolescência. Eles estamparam muitas vezes os templates dos meus blogs (inclusive do Sem Formol) e a área de trabalho do meu computador e só não foram parar nas paredes do meu quarto porque eu nunca encontrei um pôster deles para vender (#traumas). Eles foram a trilha sonora dos choros mais soluçantes e exagerados e de muitas risadas infinitas. Mesmo hoje, quando não sei para quem apelar, abro minha playlist com nada menos que 13 horas de músicas do Bon Jovi e coloco no shuffle. Meus velhinhos sabem o que fazer.

 'till the stars don't shine, 'till the heavens burst and the words don't rhyme ♥

P.S.: Um minuto de silêncio pela saída do Richie da banda.
(E um minuto de gritos histéricos porque Jon está grisalho, minha gente.)

Esse post é um oferecimento do Rotaroots, grupo de blogueiros saudosistas que tentamos resgatar o melhor da blogosfera de raiz. Para ler outras blogagens coletivas e memes rotarooticos, acesse a tag: Rotaroots.