17/04/2014

Das semanas santas improdutivas (e da vida de estudante)

Quem me acompanha por aí, sabe que estou de folga. Mini-férias, como eu quis chamar. Não tenho aulas na semana santa. Portanto, essa é uma das datas mais esperadas do ano, daquelas que já procuro identificar no calendário antes mesmo de o ano anterior terminar. Soa como algo mágico: a possibilidade de vir para casa (estou em terras joaquinenses) e me afastar temporariamente da faculdade e de todas as suas responsabilidades; de ter tempo para mim, para minhas pessoas, para meus livros, revistas, filmes, seriados... E o blog, claro. Pelo último item, vocês já devem ter percebido que não é bem assim.


Todo ano (esse é o quinto), eu me iludo com essas possibilidades. Eu não tenho aula, claro, mas ser estudante é como ser um daqueles profissionais cujo trabalho não acaba quando o expediente termina. Resumindo: estudante sempre leva trabalho pra casa. Estudante é meio autônomo, meio empregado. Temos prazos e demandas para cumprir. Batemos ponto na universidade, assinamos listas de presença, nos forçamos a permanecer em aulas obrigatórias que, muitas vezes, não nos servem para absolutamente nada. Então, em casa, além dos trabalhos e listas de exercício que já seriam de praxe, temos que aprender aquilo que alguns professores não conseguem ensinar e estudar para as provas que sempre dão um jeito de se avolumar em uma mesma semana. Em meio a isso tudo, ainda tentamos encaixar nossa vida pessoal e projetos paralelos, enquanto temos que ouvir a pergunta mais odiada: "mas você estuda?" Arrrrghhh...

Bem, acho que fugi um pouquinho do foco, não é? Pois bem, com a proximidade da semana santa e o calendário já cheio de prazos e provas, costumo cair (um pouco) na real, e entender que não vai ser só oba-oba, sofá-sofá. Trago alguns livros, trago meu computador e planejo uma porção de coisas. Passo dias dividindo minha futura semana de folga em blocos de tempo para conseguir fazer de tudo um pouco. Traço metas, faço listas de tarefas, prevejo semanas produtivíssimas. Nunca acontece.

Essa é minha quinta semana santa na faculdade. É a quinta vez que passo por esse processo. É a quinta vez que eu me frustro porque não consegui cumprir todos os meus objetivos. Consigo manter a organização e administrar meu tempo razoavelmente bem no resto do ano, mas nessa semana, meus caros, não rola. Em geral, é porque ela ocorre perto do início do outono, época em que eu sempre, sempre, sempre fico doente e daí costumo passar minhas semanas santas debaixo do edredom vendo televisão (e espirrando), o que não é tão ruim, mas não é nem de longe o que eu queria que fosse. Esse ano, essas duas épocas foram razoavelmente afastadas. Passei maus bocados em março, emendando um mal estar diferente no outro. Melhorei e veio a semana santa - olha que beleza, uma pena que não vingou. Ou quase.

Se, por um lado, fico frustrada e já canto derrota antes mesmo da sexta-feira, às vezes, penso que exijo demais de mim mesma e que eu deveria simplesmente ficar satisfeita de ter conseguido realizar algo nesse período em que a gente tende mesmo a ficar preguiçoso. Afinal, choveu, esfriou e esses dias têm sido gostosos de ficar na cama até um pouco mais tarde. Me parece uma lástima desperdiçar a oportunidade. Daqui a algumas semanas, quando eu for obrigada a sair da cama cedo e provavelmente o frio são-carlense estará level hard, eu sentirei falta desses dias em que podia me enrolar no edredom, virar para o outro lado e continuar a dormir.

Sei que falta um pouco de coesão a esse post. Eu queria muito escrever, mas não tinha muita ideia de sobre o que falar e também não me animei a desenvolver nenhuma das ideias de posts que tenho listadas aqui. A verdade é que tenho fugido do computador como o diabo foge da cruz - coisa que meu eu adolescente nunca entenderia. Portanto, me perdoem pelo texto confuso e pela falta de posts. Quem sabe no feriado para valer, eu não consiga escrever algo melhor?

Até a próxima!