27/12/2012

Retrospectiva Literária 2012

É a primeira vez que faço essa retrospectiva literária aqui. Não sei quem foi que começou, mas é como se fosse um meme. Sempre quis fazer, mas estava lendo tão pouco nos últimos anos, que não daria certo.

Não faço resoluções de ano novo, mas sempre tenho claro para mim quais são as metas para o ano. Embora eu tenha falhado e muito com algumas delas, principalmente no segundo semestre (e esse é o motivo pelo qual não farei uma retrospectiva pessoal por aqui em 2012), estou satisfeita com a minha meta de ler mais. Eu não li todos os livros que gostaria de ter lido, e tão próximo do ano novo, não estou nem perto de terminar o último livro da minha meta de leitura do Skoob. Ainda assim, li mais do que nos anos anteriores e acredito que, tanto tempo lendo pouco, é preciso começar gradativamente.

Pois então está bem. Comecemos com a lista de livros lidos em 2012.

Para Seguir Minha Jornada, Regina Zappa (biografia do Chico Buarque)
Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século (contos - estou lendo ainda)
A Ferro e Fogo, Warren Dean (história - abandonei)


Trecho mais marcante
" - Nem todas as crianças vingam, bateu-lhe o coração."
Pai Contra Mãe, Machado de Assis (em Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século)

O casal mais apaixonante
Não entendo o porquê desse frisson com casais literários. Vejo muitas meninas por aí - da minha geração, principalmente - loucas e apaixonadas por casais que conheceram em livros. Eu não sou assim. Além do mais, não costumo ler histórias de amor, então os casais que leio não são nada idealizados. Aliás, são raros os casais e raros os momentos em que eles são importantes na história como um casal. Portanto, não saberei escolher.

Virei a noite lendo
Não sou mais de virar a noite lendo livros. Infelizmente passei dessa fase que culminou na minha adolescência. Coincidentemente, só virei a noite lendo um livro esse ano, justamente um livro infanto-juvenil (A Droga da Obediência), que talvez tenha despertado a Daniela adolescente que passava madrugadas lendo. 

Chorei de soluçar
Não sou de chorar com livros e filmes. Talvez, se eu fosse de chorar mais fácil, teria o feito ao ler alguns dos primeiros contos de Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século.

Decepção do ano
Foi 32, da Estella Florence. Alguém me indicou o livro há algum tempo já e só fui ler no começo desse ano. Não é um livro ruim, mas é fraco. Depois de ler as sinopses, resenhas e comentários, esperava um livro com um pouco mais de substância. Ainda assim, não desisti da autora e comprei um livro de contos para ler no ano que vem.

Livro irrelevante do ano
Dificilmente, um livro consegue ser irrelevante. Sempre se tira algo de um livro. Nem que sejam boas risadas.

Grifei
Tenho uma certa preguiça dessa coisa de grifar livros, citações e mimimi. Mas acho que todo livro ou conto do Machado de Assis tem frases que valham a pena serem citadas.

O pior livro de 2012
A Ferro e Fogo. É um livro mais técnico, de história. Um professor indicou no primeiro ano de faculdade e eu sempre quis ler. Tentei uma vez e desisti nas primeiras páginas. Esse ano, tentei novamente, li bastante, mas novamente desisti. O livro tem informações fantásticas sobre a devastação da Amazônia, mas além de ser um assunto chato (história, humanas, não é para mim), o autor o aborda da pior maneira possível, é extremamente prolixo e adora um lirismo desnecessário.

Soco no estômago
Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século. Ainda não li tudo, mas a primeira parte é, sem dúvidas, um soco no estômago, com contos como Pai Contra Mãe (Machado de Assis), A Caolha (Júlia Lopes de Almeida), Negrinha (Monteiro Lobato) e Baleia (Graciliano Ramos).

O mais chato
Vide o pior livro de 2012.

Abandonei
Vide o pior livro de 2012.

Morri de rir
Adoro comédia, gente. É um gênero muito subestimado, em qualquer área (filmes, séries, livros...), o que me incomoda muito. Li três livros particularmente divertidos esse ano. O Alienista tem um humor muito sutil, que me agrada muito, bem como muitos contos do Para gostar de ler volume 13. Mas o livro que me fez rir muito foi Os Anjos de Badaró, do Mario Prata. E para quem está confuso, sim é um livro policial, mas é uma comédia policial (segundo o próprio autor).

Aventura, fantasia ou infanto-juvenil
Eu ia escolher A Droga da Obediência, por ser infanto-juvenil e aventura. É de fato um livro muito bom, mas eu teria gostado muito mais de lê-lo há uns 10 anos. Terei que escolher Entrevista com o Vampiro. Eu, que não gosto de histórias fantasiosas (não para ler) e achei que nunca mais gostaria de um livro do tipo depois de Harry Potter, me apaixonei. Depois, ainda assisti ao filme e fiz um post confrontando livro e filme por aqui.

Bate-bola de personagens
Personagem masculino apaixonante: Lestat de Entrevista com o Vampiro. Ele é todo errado, mas não tem quem não se apaixone.
Personagem feminina admirável: D. Margarida, do conto As mãos de meu filho, Erico Veríssimo (em Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século)
Personagem mais chato: Quintanilha, do conto Pílades e Orestes, Machado de Assis (em Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século). Ele não é o mais chato, ele é o mais trouxa, isso sim.
Personagem mais legal: Badaró, de Os Anjos de Badaró. Eu simplesmente o adoro.
Personagem mais perturbador: Eu ia dizer Lestat, mas a Cláudia, também de Entrevista com o Vampiro é ainda mais perturbadora.
Personagem que mais me identifiquei: Não sei dizer.

Melhor livro de 2012
Ainda não terminei de ler, mas vou ter que escolher Os Cem Melhores Contos Brasileiros do Século! Tendo lido apenas 211 páginas até então (são 609), já o escolhi como livro do ano, mesmo que talvez eu não o termine de ler ainda em 2012. A primeira parte do livro (contos de 1900 e 1939) vale muito a pena ser lida, é fantástica. Sim, é um soco no estômago, é de fazer chorar, mas é o tipo de leitura que a gente carrega pro resto da vida.