07/08/2010

Julho do sofá

Deveria ter aparecido por aqui mais vezes durante as férias e aproveitado o tempo livre para postar algumas das ideias que andei tendo nesses últimos meses, mas não aconteceu. Essas foram as férias mais preguiçosas de todos os tempos. Talvez porque minha rotina ficou verdadeiramente corrida esse ano e eu ainda tenho que me acostumar plenamente com o ritmo da universidade.

Aproveitei julho basicamente para descansar e posso dizer que passei boa parte do mês no sofá. Fazia tudo no sofá: assistia TV (para compensar os quatro meses sem TV em São Carlos), navegava na internet, lia, comia, namorava, e até dormia no sofá.

Fora isso, nada rolou de muito produtivo. Só consegui me encontrar com a Cúpula do Mal uma vez; só li um livro (Leite Derramado, do Chico); não estudei nada; só assisti três filmes "novos" (vou falar deles mais adiante); só fui no cinema uma vez (logo falo disso também); na cozinha, só arrisquei um bolo de cenoura; postei no blog apenas quatro vezes e fiz uma bela arrumação no meu quarto joaquinense e no apartamento são-carlense.

Quanto aos filmes, foram os seguintes:
  • Idas e Vindas do Amor: comédia romântica água com açúcar, daquele tipo que tem muitos atores bons (ou razoáveis) e as histórias todas parecem paralelas mas acabam se misturando. Gostei bastante, é bem simpático e gostosinho de assistir. (Aposto que vou assistir novamente dezenas de vezes porque sim.)
  • Abraços Partidos: eu esperava um filme mais voltado para o cinema, já que o protagonista é um cineasta que perdeu a visão. Esperava algo meio metalinguístico e distante do meu parco conhecimento sobre o assunto, mas o filme é focado na relação entre o cineasta e uma atriz, vivida pela Penélope Cruz. É muito bom.
  • O Bem Amado: provavelmente vai ser um fracasso de bilheteria, mas eu adorei! A história é bastante conhecida - pelo fato de ter sido uma novela -, tanto quanto seus personagens. Não sei quanto a vocês, mas mesmo eu, sendo de outra geração, ouvia falar de Odorico Paraguaçu e das irmãs Cajazeiras! Odorico é o retrato caricato do político populista, malandro, corrupto, sem escrúpulos e ainda assim amado pela população. Outra marca registrada dele é seu discurso prolixo, marcado por neologismos. O filme é divertido, fofo (sim, tem um casalzinho fofo) e crítico (tanto da direita quanto da esquerda, coisa rara, né?).