15/07/2010

O ônibus e o primeiro-damo do Sem Formol

Fiquei devendo uma história pra vocês. E vim contar.

Há mais ou menos dois meses, num desses domingos cansativos de voltar pra São Carlos, conheci um cara no ônibus. Nada mais normal. Nessa de pegar dois ônibus diferentes, de passar mais de uma hora na rodoviária de Ribeirão, sempre acabo conhecendo um ou outro japonês, provavelmente também estudante de engenharia na USP, que puxa papo e não me deixa dormir. Mas dessa vez foi um pouco diferente.

Meu pai foi me levar à rodoviária como de costume. Estava meio chateado porque nesse dia, decidi voltar mais cedo do que normalmente faço. Lá, ele encontrou um amigo - também nenhuma novidade - e começaram a falar dos filhos que vão embora no final de semana e blá blá blá. Eis que o filho dele também estudava em São Carlos, também fazia engenharia, também ficaria quase duas horas na rodoviária de Ribeirão esperando pelo próximo ônibus. (E não, não era japonês.) Pela janela, meu pai me mandou procurar o tal menino, fazer amizade e arranjar uma companhia pras longas horas de viagem do domingo.

De início, fiquei vermelhíssima. O Lucas estava justamente no banco de trás, também instigado pelo pai a me procurar. Minha primeira reação foi aquela raivazinha de ter que fazer amizade, me fingir sociável justo no domingo, o dia da semana em que eu estou mais cansada, mais mal humorada, mais de saco cheio, amarrotada e com olheiras dignas de um panda! Mas vá lá, né.

Eis que nos entendemos. Gostei dele. Ficamos horas conversando. Aliás, me deu aquele ataque de tagarelice que se tem quando se tenta disfarçar a timidez. Nos separamos na rodoviária de São Carlos. Imaginei que só o veria da próxima vez que nos encontrássemos por acaso, novamente, nesses ônibus por aí, o que não seria muito provável, já que sempre viajávamos em horários diferentes. Além do mais, eu não poderia ter causado uma boa impressão. Se vocês não prestaram atenção ali em cima, repito e reforço: cansada, mal humorada, de saco cheio, amarrotada, com olheiras dignas de um panda AND tagarela.

No dia seguinte, tinha um recado no Orkut. Era dele! Conversamos algum tempo por lá, depois passamos para o MSN. Na primeira vez que nos vimos pessoalmente depois do dia em que nos conhecemos, não deu mais pra segurar...

Enfim, estamos namorando. Há pouco tempo, embora pareça que nós nos conhecemos há séculos. Irônico. Muito irônico o tempo! Já que ele parece passar tão rápido quando estamos juntos.

De qualquer modo, ele se auto-intitulou primeiro-cavalheiro do Sem Formol. Não gostei, prefiro primeiro-damo, afinal, quem manda nisso aqui sou eu e, de muita boa vontade, vim apresentá-lo a vocês. Então, Lu, pessoas quem leem o blog. Pessoas que leem o blog, Lucas, meu namorado. (: