27/05/2009

"Matinhozinho"

Parque Estadual da Serra do Mar. Foto tirada por mim em 2011, três anos depois da escrita desse post.

Normalmente, gosto dos dias 27. Talvez porque seja meu mesversário, talvez porque eu goste de números ímpares, não sei bem, mas de qualquer forma, esse não é o assunto do post de hoje. O fato é que esse dia 27 é especial: é o dia da Mata Atlântica, aquela que todo mundo esquece porque acha que só existe a grandona lá no Norte.

Primeiro, é bom lembrar, a Mata Atlântica não é só uma floresta: é um bioma gigantesco e extremamente biodiverso. Historicamente, foi cenário de tudo o que é acontecimento. É dela o tão famigerado pau-brasil. Era nela que os bandeirantes comiam saúvas fritas. Foi ela que foi derrubada para dar lugar às plantações de café que trouxe nossos nonos italianos para o Brasil. Foi ela que atraiu Darwin até o nosso país também. E, exatamente por estar logo ali no litoral, ela foi a primeira a sofrer com a ocupação europeia. Hoje, por estar próxima às aglomerações urbanas, ela só tem diminuído. As estatísticas assustam. Restam apenas 7% do bioma em seu estado natural e 60% dos animais ameaçados de extinção do país dependem desse ambiente para sobreviver, segundo a WWF.

Muitos de nós vivemos onde, originalmente, havia Mata Atlântica. Muitos de nós dependemos da água dela para sobreviver - mais da metade da população brasileira, para ser exata. E muitos ainda vivemos em cidades cujos climas dependem diretamente dela. Bem, acho que ela é problema nosso tanto quanto a Amazônia. Provavelmente mais.

A Mata Atlântica é mais do que um matinhozinho e depende da gente que ela continue sendo aquela puta florestona.

[comentários perdidos devido à mudança do Haloscan no final de 2009]